
Meu nome é João Batista Pereira Soares. Tenho 36 anos e sou autodefensor desde 1° de janeiro de 2008, tenho paralisia cerebral e sou paraplégico. Estudo na APAE desde outubro de 2002, quando já sabia o alfabeto, conhecia algumas sílabas e os numerais. Na APAE, aprendi, acima de tudo, a confiar mais em mim. Hoje, já estou alfabetizado e escrevendo um livro de poesias, que pretendo lançar no final do ano. Poderia já estar incluído na escola regular, segundo as professoras da APAE. Entretanto, eu me recuso ser incluído, porque as condições que a escola regular hoje oferece em Guarapari não são boas para o meu caso: as aulas só podem ser à noite, o transporte para cadeirantes não existe, o acesso aos banheiros não é adequado, nem a higiene dos mesmos. Conheço uma aluna daqui, que já foi incluída na escola regular, mas ela vai e volta, porque às vezes não tem vaga, ou o horário é incompatível e o acesso à escola é perigoso. Acho que a inclusão não deve ser necessariamente escolar, mas antes de tudo social.
Eu, João Batista, eleito pelos alunos da APAE como auto-defensor escolar, estou comunicando a comunidade escolar ao qual estamos inseridos, que formam alcançados no decorrer do mandato (2008 a 2010):
- Liberação do transporte escolar (Perocão, Setiba e Jabaraí)
- Palestra sobre saúde masculina
- Aula de reforço (2009)
- Indicação de funcionários
Guarapari, 05 de julho de 2010